j. mombaça, eusou outro, lobo errático, espaço vazio puro, [ ] , *óperas silenciosas, tímpanos estilhaçados*

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Testo Yonqui - de Beatriz Preciado

En su último ensayo, “Testo Yonqui”, explica cómo el capitalismo cambió su forma de producción tras la segunda guerra mundial y se convirtió en farmacopornográfico, al ser estos dos sectores, las industrias farmacéuticas y pornográficas, los principales productores en la economía de mercado. Todos recurrimos a las soluciones químicas que nos proporcionan las autoridades médicas, cuando sufrimos algún malestar físico o psicológico, y se invierten miles de millones en investigación sobre la curación o el alivio de enfermedades o trastornos, eso sí, siempre que ocurran en el primer mundo donde la venta de fármacos es económicamente rentable. Por otra parte, basta con encender el televisor por la noche o navegar por Internet, para darse cuenta de la inmensa cantidad de producción pornográfica que existe, transformando la estimulación sexual en omnipresente.

Preciado explica cómo los que ejercen el poder desde estos sectores controlan nuestras vidas incluso en los aspectos más íntimos, diciéndonos cómo debemos sentirnos, cuáles son las características que deben acompañar a nuestra identidad de género, qué sustancias debemos ingerir y en qué circunstancias, cómo debemos practicar el sexo, qué es atractivo en esta parcela de nuestra vida. También relata cómo experimentó en sí misma los efectos de una hormona, cuyo uso está más restringido que el de otras similares pero con efecto contrario, la testosterona, cómo vivió en esos días el dolor por la muerte de un amigo y cómo, por entonces, empezó la relación con su pareja.

Fonte: http://www.la2revelacion.com/?p=297

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Micropolítica: cartografias do desejo - de Félix Guatarri e Suely Rolnik


Escrito a partir de uma viagem que os autores fizeram pelo Brasil em 1982, o livro é o registro de uma aventura incansável de encontros, discussões e elaborações vividas no calor do processo de redemocratização do país, momento em que se operava igualmente uma transformação do capitalismo em escala internacional. Lido retrospectivamente, surpreende a lucidez de Guattari que já apontava não só o contorno do regime que então se instalava, mas sobretudo o lugar central que este viria a atribuir à subjetividade - a instrumentalização do intelecto, da criação, do desejo e do afeto constituindo a principal força de trabalho do novo sistema econômico. Esta visão veio a se confirmar ao longo das décadas seguintes, tornando-se uma das questões centrais no debate teórico e político contemporâneo.

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Microfísica do Poder - de Michel Foucault


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Epistemologia do Armário - de Eve Sedgwick


"Epistemología del armario propone que muchos de los nudos principales del pensamiento y el saber de la cultura occidental del siglo veinte están estructurados -de hecho fracturados- por una crisis crónica, hoy endémica, de definición de la homo/heterosexualidad, sobre todo masculina y que data de finales del siglo pasado. El libro sostendrá que la comprensión de casi todos los aspectos de la cultura occidental moderna no sólo es incompleta, sino que está perjudicada en lo esencial en la medida en que no incorpora un análisis crítico de la definición moderna de la homo/heterosexualidad; y partirá del supuesto que el terreno más apropiado para iniciar este análisis crítico es la perspectiva relativamente dispersa de la teoría moderna gay y antihomofóbica." (Sedgwick, 1990)

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Vida nua, vida besta, uma vida - de Peter Pál Pelbart

O contexto contemporâneo se caracteriza por uma nova relação entre o poder e a vida. Por um lado, uma tendência que poderia ser formulada como segue: o poder tomou de assalto a vida. Isto é, ele penetrou todas as esferas da existência, e as mobilizou inteiramente, pondo-as para trabalhar. Desde os gens, o corpo, a afetividade, o psiquismo, até a inteligência, a imaginação, a criatividade, tudo isso foi violado, invadido, colonizado, quando não diretamente expropriado pelos poderes. Mas o que são os poderes?

Digamos, para ir rápido, com todos os riscos de simplificação: as ciências, o capital, o Estado, a mídia. Sabemos, no entanto, que os mecanismos diversos pelos quais eles se exercem são anônimos, esparramados, flexíveis, rizomáticos. O próprio poder tornou-se "pós-moderno": ondulante, acentrado, reticular, molecular. Com isso, ele incide diretamente sobre nossas maneiras de perceber, de sentir, de amar, de pensar, até mesmo de criar. Se antes ainda imaginávamos ter espaços preservados da ingerência direta dos poderes (o corpo, o inconsciente, a subjetividade) e tínhamos a ilusão de preservar em relação a eles alguma autonomia, hoje nossa vida parece integralmente subsumida a tais mecanismos de modulação da existência.

Até mesmo o sexo, a linguagem, a comunicação, a vida onírica, mesmo a fé, nada disso preserva já qualquer exterioridade em relação aos mecanismos de controle e monitoramento, se é que alguma vez tal exterioridade fosse cabível. Para resumi-lo numa frase: o poder já não se exerce desde fora, nem de cima, mas como que por dentro, pilotando nossa vitalidade social de cabo a rabo. Não estamos mais às voltas com um poder transcendente, ou mesmo repressivo, trata-se de um poder imanente, produtivo. Como o mostrou Foucault, um tal biopoder não visa barrar a vida, mas tende a encarregar-se dela, intensificá-la, otimizá-la. Daí nossa extrema dificuldade em situar a resistência, já mal sabemos onde está o poder, e onde estamos nós, o que ele nos dita, o que nós dele queremos, nós nos encarregamos de administrar nosso controle, e o próprio desejo está inteiramente capturado. Nunca o poder chegou tão longe e tão fundo no cerne da subjetividade e da própria vida como nessa modalidade contemporânea do biopoder.

É onde intervém o segundo eixo que seria preciso evocar, sobretudo em autores provenientes da autonomia italiana. Resumo tal tendência da seguinte maneira. Quando parece que “está tudo dominado”, como diz um rap brasileiro, no extremo da linha se insinua uma reviravolta: aquilo que parecia submetido, controlado, dominado, isto é, “a vida”, revela no processo mesmo de expropriação, sua potência indomável.

Tomemos apenas um exemplo. O capital precisa hoje não mais de músculos e disciplina, porém de inventividade, de imaginação, de criatividade, de força-invenção. Mas essa força-invenção, de que o capitalismo se apropria e que ele faz render em seu benefício próprio, não só não emana dele, como no limite poderia até prescindir dele. É o que se vai constatando aqui e ali: a verdadeira fonte de riqueza hoje é a inteligência das pessoas, sua criatividade, sua afetividade, e tudo isso pertence, como é óbvio, a todos e a cada um. Tal potência de vida disseminada por toda parte nos obriga a repensar os próprios termos da resistência.

Poderíamos resumir esse movimento do seguinte modo: ao poder sobre a vida responde a potência da vida, ao biopoder responde a biopotência, mas esse “responde” não significa uma reação, já que o que se vai constatando é que tal potência de vida já estava lá desde o início. A vitalidade social, quando iluminada pelos poderes que a pretendem vampirizar, aparece subitamente na sua primazia ontológica. Aquilo que parecia inteiramente submetido ao capital, ou reduzido à mera passividade, a “vida”, aparece agora como reservatório inesgotável de sentido, manancial de formas de existência, germe de direções que extrapolam as estruturas de comando e os cálculos dos poderes constituídos.

Seria o caso de percorrer essas duas vias maiores como numa fita de Moebius, o biopoder, a biopotência, o poder sobre a vida, as potências da vida1. Mas aqui isto será feito sob um crivo particular, o do corpo. Pois tanto o biopoder como a biopotência passam necessariamente, e hoje mais do que nunca, pelo corpo. Assim, proponho trabalhar aqui três modalidades de "vida", isto é, três noções de vida, acompanhados de sua dimensão corporal correspondente, percorrendo de um lado a outro a banda de Moebius mencionada.

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Performance em telepresença. O corpo em telepresença - de Maria Beatriz Medeiros

O que discutiremos aqui é a possibilidade da comunicação em telepresença; a possibilidade do corpo ausente participar de uma comunicação efetiva, isto é, a capacidade de uma presença espectral ser parte de uma interlocução. E, sendo a Performance Art aquela que reclama para si a interação com o "espectador" (arte ao vivo verdadeiramente interativa com o espectador tornado criador da obra), a telepresença ser uma das linguagens da Performance Art.

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